Toda
família tem uma história que a caracteriza e que a identifica. Os álbuns de
família se constituem em instrumento facilitador do resgate das narrativas e
diversidades familiares. Seu manuseio evoca experiências, sentimentos. Além
disso, o ato de fotografar pressupõe uma seleção, a escolha de um objeto,
completada pela composição do álbum, espécie de memória editada e lugar de
representação. Ao focalizar os álbuns de família, e sobre eles estimular a
narrativa dos sujeitos acerca de suas fotografias (e sua cidade), pretendemos
trazer à tona não a materialidade física, mas, sim, a percepção da cidade a
partir desse narrar duplo, do captado na fotografia e do que a fala nos permite
“enxergar”. Buscamos não uma imagem tradicional de cidade, mas a construção da
investigação assentada nos sentimentos, formando croquis afetivos de medos,
amores, lembranças: Nós somos o álbum, convertendo-se, ele mesmo, em
consciência visual de nosso trânsito pelo tempo e pela vida.

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